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Afundamento provocado de rebocador agrada os mergulhadores de Recife

O naufrágio do rebocador Walsa foi o oitavo em Recife e ratifica a posição da cidade como a capital brasileira dos naufrágios

Mal o dia clareou e o barco Galileo, da operadora Aquáticos, zarpou rumo ao mar aberto. Estranhamente para uma quinta-feira de “batente” normal, muitos mergulhadores e alguns repórteres a bordo da confortável lancha. A razão principal da presença de toda aquela gente surgiu ainda no Rio Capibaribe: conduzido por outro rebocador idêntico, o velho Walsa, definitivamente aposentado, navegava suas últimas milhas pela superfície do Atlântico. Em pouco tempo, deixaria de ser apenas candidato a sucata para transformar-se na mais nova atração do PNAPE – Parque de Naufrágios Artificiais de Pernambuco. No dia 28 de maio, os 30 metros do rebocador Walsa encontraram seu repouso definitivo: o fundo de areia, aos 40 metros de profundidade, distante 12 milhas náuticas do Porto do Recife.

Bem, isso se considerarmos repouso ter suas ferragens incrustadas de cracas, corais e todo tipo de fauna, ser invadido o tempo todo por cardumes, abrigar lambarus, raias, tartarugas, barracudas, moréias... E ainda por cima servir de playground para um bando de seres esquisitos, com pés de borracha, pele de neoprene e soltando bolhas e estourando flashes sem parar... Pois é exatamente isso que se espera do Walsa – que seja mais um dos magníficos naufrágios artificiais do recife, sempre provocados com as mais coloridas criaturas do mar.

Fonte: Revista Mergulho

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