Até onde o fotógrafo pode e deve ir sem causar danos a espécies marinhas

Os segredos da Fotosub e o impacto que ela causa ao meio ambiente
Uma das críticas mais contundentes em relação aos fotógrafos sub é sobre o dano que causariam ao meio ambiente, na ânsia de obtenção de boas fotos. Concordo plenamente que, por se aproximarem excessivamente do fundo, principalmente para fotos de detalhes, a chamada macro fotografia, mergulhadores que gostam desta especialidade geralmente se apóiam no fundo mais do que o necessário. E, se uma boa foto depender da remoção de um pequeno galho de coral ou do reposicionamento do motivo, algumas pessoas o farão sem hesitar.
Tenho a minha parcela de culpa. Afinal, volta e meia saio da água com a roupa suja de “baba-de-boi”, a gosma liberada pelos zoantídeos beges do gênero Palythoa que cobrem a maior parte das rochas litorâneas das águas do Sudeste do Brasil. Se a roupa fica suja é sinal que encostamos onde não devíamos, e que talvez tenhamos prejudicado – ou mesmo matado – alguns animais no fundo. Acidentes acontecem, mas somente são acidentes se forem exceção, se houver rotina de prevenção e forem tomados cuidados e, mesmo assim, um deslize ocorrer. Para que um toque no fundo seja considerado acidental, deve primeiro haver a consciência de que ele deve ser evitado, o que nem sempre acontece. Em meus mergulhos por aí, conheci gente nos dois extremos. Mergulhadores, fotógrafos ou não, que revolvem o fundo com suas nadadeiras ou que literalmente deitam sobre corais e esponjas para obter suas fotos; e pessoas com extrema consciência, que se mantém a pelo menos um metro do fundo, para evitar toques acidentais.
Fonte: Revista Mergulho
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